Universidade de Évora
Ensaio Experimental com Porcos da raça Alentejana
- As diferenças fenotípicas nas características da carcaça e da qualidade da carne foram devidas principalmente à remoção cirúrgica dos testículos;
- Porcos inteiros cresceram mais depressa e produziram carcaças e carne mais magras e insaturadas comparativamente aos suínos castrados, que apresentaram um perfil mais gordo e saturado;
- A análise transcriptómica da gordura subcutânea demonstrou que os animais inteiros apresentaram expressão aumentada em genes associados à atividade muscular (ACTA1, MYH1) e ao metabolismo do colagénio (COL1A1, COL1A2), enquanto os animais castrados exibiram maior expressão de genes associados à síntese de lípidos (ME1, ELOVL6, FASN, SCD);
- A flora microbiana dos porcos consumindo a dieta experimental, rica em fibra, apresentou maior abundancia de microorganismos que degradam carbohidratos complexos, e os castrados apresentaram menores quantidade de microorganismos probióticos, geralmente associados a uma melhor saúde intestinal e animais menos gordos;
- Em relação ao efeito do sexo: observou-se uma alteração no perfil de ácidos gordos, resultando numa menor saturação e num maior nível de (poli)insaturação nos músculos e gordura dos porcos inteiros quando comparados com os castrados;
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A dieta experimental contribuiu para uma redução do stress, conforme indicado pelos níveis de cortisol mais baixos nos animais consumindo essa dieta, no final do período de acabamento (~160 kg PV);
- Os compostos de odor e sabor a macho na gordura de todos os grupos experimentais foram inferiores aos valores considerados mínimos para deteção por parte do consumidor, sugerindo um efeito genético e do sistema de produção.
